sábado, 19 de janeiro de 2013

Moral e Ética no BCP

No Artigo do Jornal de Notícias, comenta-se o Caso BCP. "O Tribunal de Pequena Instância Criminal deu como provadas as acusações da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários contra os nove arguidos do caso BCP, incluindo o fundador Jardim Gonçalves, por prestação de informação falsa ao mercado. Vários advogados de defesa anunciaram que vão recorrer". Obviamente!!

Tendo sido um caso de estudo em termos internacionais, tendo à sua frente Jardim Gonçalves, conhecido membro da Opus Dei e neste contexto pessoa que se poderia considerar do mais sério que poderia existir, eventualmente excluindo Cavaco Silva, acaba agora por como refere o artigo "Jardim Gonçalves, fundador e antigo presidente do BCP, viu confirmadas as contraordenações muito graves que deram origem a uma coima única de um milhão de euros, a mais elevada entre os nove arguidos que tinham recorrido do processo administrativo lançado contra eles pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O antigo banqueiro viu também confirmada a inibição de desempenhar cargos no setor financeiro durante cinco anos. Quanto a Filipe Pinhal, que também presidiu o BCP, a juíza confirmou a coima de 800 mil euros e a inibição por cinco anos decidida admistrativamente pelo supervisor do mercado português".

Enfim não será propriamente muito cristão "A CMVM acusou os nove membros da anterior gestão do banco de terem prestado informação falsa ao mercado entre 2002 e 2007". A mentira revela mentalidades sem moral e sem ética.

Como é que vamos acreditar no que dizem. Na sua carta de Valores, o BCP entre outras escrevem que actuam com Ética e Responsabilidade e com Respeito pelas Instituições, como refere pág 86 Carlos Duarte et al.

Mas os nomes são conhecidos. "Já o antigo administrador financeiro do BCP, António Rodrigues, viu confirmada a coima única (após cúmulo jurídico) de 900 mil euros e os cinco anos de inibição.
Christopher de Beck, antigo administrador do banco, foi condenado a pagar uma coima de 650 mil euros e terá que cumprir a inibição de funções durante quatro anos.
António Castro Henriques, antigo administrador do BCP, terá que pagar uma coima de 250 mil euros e cumprir uma inibição por dois anos".
"Alípio Dias, antigo administrador, viu o tribunal confirmar a coima de 200 mil euros e a inibição de funções durante um ano, as mesmas sanções fixadas a Paulo Teixeira Pinto, antigo presidente do BCP".

Podem todo o Artigo no link:

Jardim Gonçalves condenado a multa de um milhão de euros - JN

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